quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

EU



Na predestinação?
Desta universal criação.
Quantos Eus?
Olhão os Céus?
Por entre estes mundos meus e teus.
Mas de um só Deus!
Ao bem de melhor sorte.
Entre vida e morte.
Tempo espaço e idade.
Ao todo da universalidade.
E quantas vezes? Estes? Ou outros Eus?
Passaram por estes espaços dos mesmos Céus?
Mais azuis? Ou mais cinzentos?
Mais calmos? Ou mais truculentos?
A viverem as planetárias perturbações.
Derivadas de cósmicas movimentações.
Ou de outras motivações?
Assim, como turbulentas humanas agitações.
De sanguinárias sociais deflagrações.
Motivadas por humanas tendências.
Ou pessoais conveniências.
A urdirem apocalípticos fanatismos.
Fomentadores de planetários separatismos.
Como se os Céus, não tivessem uno movimento.
Ao todo do Endeusado firmamento.
Que em seu concretizar nos vai dando a luminosidade.
Assim como a obscuridade.
No continuar da eternidade.
Neste todo de vazios intangíveis.
Mas com o todo compatíveis.
A interligar-se por todos os Eus.
De todos os Céus.
Num todo de energias indissolúveis.
Que se movimentam por vazios continuáveis.
De espaços a muitos Eus, ainda herméticos.
Nos muitos mundos ainda repletos de cépticos.
Mas de Eus, carregados de amuletos.
E de um sem fim de objectos obsoletos.
Esgrimidos como armas às suas fraquezas.
Nos carpidos das suas pobrezas.
Num sem fim de superstições.
Feiticismos e maldições.
E de corpos armados a falsas pregações.
Num todo de não sentidas orações.
Por tantos Eus oradas.
E num vazio de Fé e bondade evocadas.
Por falta de coração.
A sentida e verdadeira oração.
Neste todo de Eus, a usurparem-se uns aos outros.
Como se ainda habitassem o vazio dos monstros.
Em corpos sem sangue à universalidade.
Num espaço vazio de humana solidariedade.
Neste pequeno todo repleto de vida.
Por tantos sofrida.
Porque sem humana interacção ainda circula.
No espaço do seu vazio de universal mácula.
Eduardo Dinis Henriques














terça-feira, 7 de dezembro de 2010

EU

E do nada, tudo apareceu?
E eu, nascido olho o Céu...
Neste mundo embarcado.
Nascido de algum bocado.
De um nada? Que me deu vida.
A um todo de duvida?
Neste vazio repleto de ambivalências.
E de eus. De desconhecidas proveniências.
Que nascem e morrem entre vazios infindos.
Repletos de coexistentes mundos.
Neste todo de fogo incessante.
Que do longínquo nos brilha flamejante.
Por entre o gelo cristalino e hirto.
Aonde faz eco o cósmico grito.
Nascido da quântica espontaneidade?
De um vazio que se expande com a idade.
De forma heteróclita...
E sem graça, nem mão, lança-se aflita.
Mas de forma resoluta.
Neste nada que não é absoluto!
Mas sim, repleto de energia a movimento iniciático.
De um todo axiomático.
De vida e de morte.
Mas sempre ao encontro de melhor norte.
No caminho da predestinação.
Neste todo de nadas da universal criação.
Eduardo Dinis Henriques


terça-feira, 19 de outubro de 2010

POETA!!

Iusionistas do sentimento romantico do huniverso.
Aventureiros bem aventurados.
Desbravadores dos rincões da sabedoria.
Almas aladas,
Mãos encantadas,
Corações libertos.
Destinos iluminados,
Pela luz da ilusão.
Horizontes cintilantes,
Plenitude de fervor
Que resplandece,
Em mentes brilhantes.
Magicamente transformando
A inesgotável abundancia,
De palavras meras e raras,
Em metáforas enigmaticas,
Em versos e reversos,
Que espinhosamente dasabrocha,
De tua luz interior,
Espelho refletido,
De tudo que és.......
   POETA...
Janildes..

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

EU


Hoje, como no passado, que meu caminho já deu percorrido.
Meu Eu! Caminha sofrido.
Neste todo, que sou Eu! A espelhar o meu vivido.
E por mais que me esconda. O meu Eu, é sempre reflectido.
É vivido acontecimento!
É tempo em movimento!
E mesmo, sem a nada olhar. A vida sempre vislumbro.
E o tempo decorrido lembro.
No sorriso do erguido. E na tristeza do caído Escombro.
Se assim sou! Qual a causa de tanto assombro?
Porque Eu! Sou o espelho desse tempo conseguido.
O ser, que o todo percorrido deu erguido.
E o tempo, ainda não deu concluído.
Embora Eu, me sinta já destruído.
A percorrer um mundo que julgo desfeito.
E no ver do que sou Eu, imperfeito.
Um espaço à vida murado.
Aonde o meu Eu, grita o seu silencio de corpo irado.
Na razão da forma como o todo sente.
E não o dá contente.
Entre os vindos e desavindos sentimentos.
Entre as desilusões e os encantamentos.
Nesta vida de desconhecida razão.
Que tem a morte como certo brasão.
Depois da medida do tempo, findar o fluido.
A um ser, com o universo ainda pouco intuído.
Mas como tudo, ao caminho de metas semelhantes.
À morte e seus horizontes..
Aos fins latentes.
Entre o choro de descontentes.
Que de olhos apiedados.
Se esquecem, que na mesma meta, são esperados.
Quando lhes findar a areia na ampulheta.
E a morte lhes tocar a sineta.
A quebrar toda a sentimentalidade.
Toda a vivida realidade.
Ou mistificada dualidade?
Eu, que do meu corpo ironiza.
Enquanto o meu ser agoniza.
Entre as ultimas palpitações.
Que se vão esvaindo em recordações.
Da passada existência.
Brotada de um nascimento sem experiência.
A um final sem clemência.
Eu! Comigo nascido.
Do todo quero ser merecido.
Até que o tempo, me de por vencido.
Eduardo Dinis Henriques

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

EU

EU

Meu Eu, encorpado aos terrenos sentidos.
Mas longe! Dos terrenos gemidos.
Espaço de escuridão.
Quanta solidão.
Quando restar aqui largado e ignorado.
Às cinzas atirado.
Porque de ti! Fui desintegrado.
Corpo amargurado.
Meu Eu! Serás tu forma empedernida?
Que na ânsia de melhor ermida.
Fechas a porta
Ao ser que te transporta.
Meu Eu! Eu, não te conheço.
Mas contigo, ainda amanheço.
Porque o tempo, ainda vai emergindo.
Deste correr de espaço infindo.
Meu Eu! A ti! Meu ser foi confiado.
E pelo crescer do mundo Gladiado.
Como se o meu ser! Fosse corpo de monge.
Que em sua peregrinação anseia ir mais longe.
Mas como o meu Eu! É ser que não se conhece.
E nem se sabe? Se, com o corpo envelhece?
Nesta trilha que finda em corporal morte.
Sem que se conheça do Eu, sina e sorte.
Depois do todo que o fez rir e chorar.
Pecar e orar.
Amar e odiar.
Abraçar e gladiar.
Mas pela certa o fez crescer!
E aos desígnios do mundo descer.
E sempre de olhos erguidos aos Céus.
Entre as estrelas, escolher o seu Deus.
E seguir os seus mandamentos.
No acordo de endeusados prometimentos.
Deixados em planícies ou montanhas.
Ou no recôndito de infindas entranhas.
Meu Eu, que caminho escolheste?
Será que seguiste o que mereceste?
Consoante na trilha da vida foste assediado.
E pelo bem ou pelo mal sitiado.
Ou caminhaste sem seguimento?
Neste tempo que não tem complemento.
Eu, nascido sem história nem memória?
Ao espaço de temporal trajectória?
Eu, de passado esquecido?
Ao mundo aparecido.
Feito à forma corpórea que o dá aprisionado.
Como se o todo do mundo. Assim fosse irmanado.
E feito sempre na sábia vontade de um ser mágico.
Que idealiza toda a matéria a um fim trágico.
Mas mantêm no tempo, toda a passada radiação.
Da matéria que foi forma e criação.
Eu, que a vida ao tempo vê fiar.
Mas no tempo, não pode confiar.
Porque a sua idade, não tem velocidade.
Que lhe de o espaço, de outra idade.
Eu, em vida de lembranças e esquecimentos.
Eu, perdido em constantes pensamentos.
Eu, de infindos padecimentos.
E corpóreos contentamentos.
Na terrena dualidade.
De Eu e Corpo. E de cada um veracidade.
Na forma como o tempo os faz viver e separar.
Sem que nada, esta separação consiga parar.
Corpo em cinzas. E Eu, sozinho?
Tempo e espaço, quanto caminho?
Entre magoas e alegrias.
Insultos e honrarias.
Eu, a caminhar à felicidade.
Do corpo? Ou da do meu Eu realidade?
Corpo que no tempo vislumbra a sepultura.
Quem sabe à do meu Eu ventura?
Cinzas de corpórea infância.
Largadas pelo meu Eu a outra vivência.
E lá no alto. As estrelas a brilhar.
Iluminam ao meu Eu o novo trilhar.
Enquanto que o corpo, são cinzas a marcar o passado rasto.
Do tempo que na terra o meu Eu deu por gasto.
Ou não passa tudo de criativa imaginação?
Na cobiça de uma qualquer salvação?
Meu Eu, feito a esta separação?
Mas Eu, ainda nem tive tempo de entender a nossa relação.
O porquê, da do meu Eu germinação?
Com a terrena materialização.
Sonhos de além horizonte.
Ao provir de que fonte?
E a que rumos são a nascente?
De tanta gente.
A indagar o seu presente
Meu Eu! Que na terrena matéria te aturo.
Terás tu medo do futuro?
Meu Eu, quanto caminho juntos já percorremos?
E as negras encruzilhadas tememos.
E as ilusões que idealizamos.
E tão poucas neste tempo concretizamos.
Será que erramos?
Ou a vida não amamos?
Meu Eu, a minha forma vai perdendo a consistência.
Da terrena existência.
Do meu corpo, acerca-se a descrença.
E o tempo, aproxima os horizontes da doença.
Os passos, já não trilham à esperança.
Sinto no corpo a cósmica herança.
Da universal sentença.
Que toda a matéria, tem a sua planetária pertença.
O meu Eu, sentira a mudança?
Tempo espaço e calma.
.O meu Eu e a Alma.
Desprendidos do coração.
Talvez mais perto da oração?
Ou da existência de novas revelações?
Que se vão abrindo ao caminho das mais distantes constelações.
Meu Eu, que é que nós fomos?
.E o que é que nós somos?
E o que seremos?
Ou simplesmente morremos?
Como se nada existisse.
E da planetária matéria nada partisse.
Nem memória nem conhecimento.
Que dê continuidade ao movimento.
Da crescente humanidade.
Eduardo Dinis Henriques








quarta-feira, 4 de agosto de 2010

O LAMENTO DE UMA NAÇÃO


Grito do inferno.
Finda sem governo.
Que mantenha o sustento.
O nacional alento.
De quem trabalhou ao erigido.
Erguido! Por quem por Deus foi ungido.
De quem sempre honrou a bandeira.
E defendeu a nacional fronteira.
Universais Castelos. Ao mundo erguidos.
Mas neste grito perdidos.
Nevoeiros de tempos amargos.
Sem Naus! Mas pejado de náufragos!
Meu Deus! Mas que tormenta!
Portugal enfrenta.
O governo tudo corta.
E a solidariedade resta morta!
Com esta politicagem
De infernal viagem.
Que como maldita miragem.
Espelha a sua voraz política imagem.
Por entre os pacóvios pagantes.
Que envergonhados e delirantes.
Afundados em tanto azar.
Vão chorando por Salazar.
Ao verem que foram enganados.
Por quem lhes prometia eldorados.
Antes de ao cadeirão administrativo serem guindados.
Meu Deus! Quantos amargurados?
Agora de joelhos imploram apavorados.
Pelo escudo salazarista.
Pela nobre política do estadista.
Que sem falseados floreados.
Nos ia mantendo coesos e mundialmente invejados.
E sem nunca prometer mundos e fundos.
Mas sempre arraigado por sentimentos profundos.
Ao todo da Lusa Nação
Com total pessoal desprendimento geria à Lusa governação.
Meu Deus! Tende piedade.
Desta gente que aplaudiu a inverdade.
A uma mão cheia de nada.
Ao todo de uma política envenenada.
E com a internacional cobiça enleada.
E que, de forma falseada.
Foi-nos minando.
E na mentira arruinando.
Enquanto ia prometendo.
E o todo corrompendo.
Ao julgo da sua falsidade.
Ao grito que fomentou a actual precariedade.
E fecundou a nacional confusão.
A populacional desilusão.
No todo da portuguesa Nação.
Que no cilicio da nova política encenação.
Vê por tudo e por nada os bens penhorados.
Para que os políticos, sejam ricamente remunerados.
Com rápidas e milionárias reformas vitalícias.
E vivam em eldorados de infindas delicias.
Regimentadas por leis políticas.
Que, sem quaisquer humanas éticas.
De forma elitista e proteccionista.
São instituídas por esta política classe elitista.
Enquanto o resto da população.
Espezinhada por esta política administração.
Tem que, sem qualquer político norte.
Trabalhar até à morte.
Em vida insustentável e lastimável.
Para usufruir uma reforma miserável.
Meu Deus! Quanta inglória!
A enegrecer a Lusa história!
A mostrar que, nem sempre o governo é o verdadeiro Estado.
Que a uma Nação, deve ser honrado e prestado.
Eduardo Dinis Henriques












domingo, 25 de julho de 2010

QUE DESEJO EU?

    Confiar ao tempo o esquecimento de minhas magoas.
Compreender que felicidade está sepultada
Para sempre sob as cinzas da casa da minha infancia.
Olhar para o alto só para ver o inutil brilho das estrelas,
Olhar para meus pés, e ver o rastejar humano
Da descrença  da miséria e da injustiça.
Da violencia, cada vez mais proxima de nossos lares.
Que desejo eu!
A calma do templo.
Ou a sombra do arvoredo.
O entendimento dos intristecidos corações,
Que caminham na total ausência de ilusão
De almas vazias sem fezer reveleções.
Somos fantoches manipulados.
Por um EU invisível,
Que sem alarde com seu afago sutil
Nos seduz e nos conduz
A uma ilusão de ótica,
Paladares saborosos,
Midia traiçoeira
Tecncologia mais desafiante
Que a criação divina.
Caminhar por onde?por estas areias movediças..
Por estas ladeiras que nos leva de déu em déu?
Nos iludir com amigos, que nunca verão,
A verdade de nossos olhos.
Estas amizades sem laços de ternura sem apertos de mãos.

O que desejo EU?
Palavras e mais palavras
Que me faz sonhar que são reais
O meu caminhar com os pés no chão
 Com o meu coração nas nuvens..
Meu olhar perdido na imensidão desse mar..

domingo, 18 de julho de 2010

SILENCIO


Em silencio gritante.
Crepita estridente
O fogo ardente.
Que o meu corpo incendeia.
Sentimental candeia.
A iluminar o caminho ao meu ensejo.
E a gritar ao meu ser o meu desejo.
Neste mundo de silencioso estrépito.
Noite após noite, o meu grito repito.
Mas no silencio do grito, tanto o eco se repercute.
Que não há quem o escute.
E o vento, em seu murmúrio uníssono.
Harmoniza com o grito do meu sono.
Calando o som do meu clamor.
No estridente silencio do amor.
Eduardo Dinis Henriques

CRIAÇÃO


Neste mundo a crescente humanidade.
Vive ainda o homem em total obscuridade.
Olhando as estrelas que por cima de si brilham.
Enquanto o seu caminho trilham.
Em luminoso rasto.
Impulsionando o arrasto.
Que sobre a terra larga a escuridão
A fazer sobressair da universal negridão
A estrelar luminosidade.
Como que o todo da universalidade.
Queira mostrar à terrena gente.
Que há muito mais mundo crescente
Em continuo movimento
Pelo todo do infindo firmamento.
Uns, em patamares de luz cristalina.
Outros, ainda em opaca neblina.
Vão crescendo à essência
Da universal existência.
Que desde o berço da primeira criação.
Vai a seu tempo, alargando o altar da universalização.
Consoante a cristal luminosidade da áurea adquirida
Em todo o percurso da existencial corrida.
Que o guindará até à nascente da universal formação.
E o crismará com a luz da universal iluminação.
E assim, imbuído da universal corrente.
Será Luz a fluir ao todo sempre crescente.
Eduardo Dinis Henriques








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sábado, 17 de julho de 2010

TELA UNIVERSAL


Espelhado em minha íris.
No Céu brilha o arco íris.
Em cores cristalinas.
Pintadas nas atmosféricas neblinas.
Em tons de universais misturas.
A pressagiar terrenas venturas.
Cores pintadas ao mundo.
A sobressair da universal tela de azul profundo.
Que envolve o planeta
Com a sua colorida paleta.
Colorido de fogo e criação.
Sempre em universal transformação.
Neste todo de escuridão e luminosidade.
E de pictórica diversidade.
Cores de celestiais asas.
A esvoaçar sobre as terrenas brasas.
Que nos sinais dos tempos e movimentos.
De todos os universais elementos.
Das terrenas entranhas vão brotando.
E o horizonte pintando.
Com cores fantasmagóricas.
Que em formas deslumbrantes e pictóricas.
Às cores do arco íris se vão juntando.
E formando a universal tela que vão decorando.
Para encanto do meu olhar.
Que se abre ao colorido do universal partilhar.
Eduardo Dinis Henriques







EU


O meu Eu, ao todo envolvido.
Continua o universalmente vivido.
Neste corpo de Eus, universalmente conseguido.
Mas sempre, pelo tempo perseguido.
Sigo com o tempo concorrendo.
Enquanto a vida vou perdendo.
Neste andar de tempo infindo.
Que sem meta vou medindo.
No muito do tempo que há para viver.
E com o todo conviver.
Eu, entregue a este pouco tempo de vida.
Que nesta forma me é servida.
A partir da minha entrada.
Nesta terrena morada?
De Eus, paraíso e cemitério?
Em corpo de universal mistério.
Eu, a fazer vida neste todo perdido.
Caminho ao meu todo decidido.
Por entre as cósmicas neblinas.
Que, com o tempo, vão-se abrindo como universais cortinas.
Mas deixando o meu Eu, sempre na antecâmara da verdade.
A divagar com a realidade.
Da do meu Eu, existência e finalidade?
Ao todo da universalidade.
Eu pensador?
De corpo e espiritualidade ao criador?
Indago os Céus.
Envolto em cristalinos véus.
À procura do Deus.
Criador de todos os Eus?
E maravilhado com o estrelado.
Como se o meu Eu, fosse um ser alado.
Cruzo todos os horizontes.
De mares e montes.
Em celestial levitação.
Muito para além da mais fértil imaginação.
Mas mesmo assim, livremente voando.
E do alto, olhando o mundo, que se vai formando.
O tempo, não consigo vencer.
Por mais elástico que seja o meu querer compreender.
E pelo todo empreender.
O meu Eu, ainda vive o terreno temporário pertencer.
A sugar os pecados do terreno umbilical cordão.
E agarrado aos medos do inferno a orar por universal perdão.
Eduardo Dinis Henriques









sexta-feira, 16 de julho de 2010

EU


Para cá, e para lá. Na corda da vida.
Que me é devida?
O meu Eu, segue.
O caminho que consegue?
Ou os passos do meu Eu, são forçados?
Aos trilhos ao meu Eu, à muito traçados?
Se o meu Eu, é destino acorrentado?
Sou um Eu, a gastar tempo, sem ao espaço ser prestado.
Pois o mesmo, já foi em tempo passado.
Delineado e pensado.
Para mais tarde, no tempo, ser largado.
E ao seu trilho obrigado.
Assim, sou Eu, um corpo de Eu, pelo tempo consumido.
Sem que a vida tenha assumido.
Nesta viagem de sentidos à muito afligidos.
E em determinado espaço do trajecto fingidos.
Alguns em tela gravados.
Restam num espelhar do universo, aos Eus arquivados.
Que de fingimento em fingimento.
Em recordação ao transato momento.
O de à muito planeado, vão revivendo.
Enquanto o tempo, os Eus, vai renovando.
Ao universal carrossel de marionetas.
Seguras nas universais correntes a traçadas metas.
Meu Eu, a horizontes idealizados.
Mas que à muito, foram cruzados.
Por quem me lançou nesta aventura.
De conjunta universal ventura.
Eduardo Dinis Henriques















quinta-feira, 15 de julho de 2010

SAUDADES!

EU! de saudades..
Camuflado no colorido das folhas.
Perdido numa saudade
Mais fria e lívida que a lua.
Mais profunda que a noite.
Que faz a alma docemente doente..

EU! com saudades..
A vida tornou-se um eco
As tardes se arrastam silenciosas.
Despira-o inverno rude e impiedoso
E a ventania em fúnebre lamento.

Sinto o último raio de sol,
O último instante foi de saudade,
De mim.. de ti..
A densa saudade em algum lugar
Em mim é fonte, líquido
Que ficará eternamente
Por detrás da lágrima invisível..

Surge no longínquo horizonte
As primeiras pinceladas  rubras do sol poente.
Que definem a imagens de altas motanhas..
E serenos morros
Onde o vento conduz minha história.
Distantes e inquietas as ondas do mar
Beija a areia semi-adormecida,
Apagando.. pegadas..
Que já não são as minhas..
Janildes..

domingo, 11 de julho de 2010

ILUMINA-ME!

Illumina-me prara que eu me reconheça.
Antes que meu corpo se vista
Da definitiva treva
Surgi Oh luz! No seio do dia
Ou no grito da noite..
Cubra-me com o pó das estrelas.
Vou deixar minhas flores
Não viverei mais com minhas dores..
Mas partirei sem saudades..
Sem levar minhas verdades.
Porem meus pensamentos serão mais puros.
Serei quietitude e silêncio eterno.
Desnudarei diante de mim mesmo
Meu proprio universo.
Minha essência não ficará mais
Entre o bem e o mal.
Pelos caminhos deste meu olhar.
Não serei abençoada com chuva de cores..
No horizonte verde da campina
Meu corpo repousará  friamente.
Com um manto de pedras.
 Não mais sentirei o frio
Da terra fecunda de vida
Nem o  peso das pedras.
Pois meu fardo será leve.
 Janildes.

terça-feira, 29 de junho de 2010

SENTIMENTOS


Sentimentos, raízes que se vão criando.
Consoante a vida se nos vai mostrando.
No ninho que nos vai alimentando.
E desfiando-nos miríadas de Céus, que nos vão maravilhando.
E fazendo sonhar com o Céu do nosso encantamento.
No propósito do nosso sentimento.
Num todo de conflitos emocionais.
Que vão cimentando laços sentimentais.
Que nos vão irmanando.
E à vida formando.
Mas sempre à porta de sentidos renovados.
Que a cada tempo, de encontros, nos são revelados.
E guardados no coração.
Em constante apreciação.
A celebrações.
De diferenciadas emoções.
Assim, chorando e rindo.
Ao mundo, os sonhos vamos abrindo.
Entre sentidas comoções.
E alegres aclamações.
Em crescer que nos vai enraizando outros sentidos.
E vinculando os já adquiridos.
Vamos imanando novos magnetismos.
De diferentes sentimentalismos.
Que por toda a vida se vão manifestando.
Consoante o mundo vamos olhando
E a humanidade admirando.
Na adquirida maturidade.
Que vamos abrangendo com a idade.
Em constante emocional retribuição.
E sentimental aferição.
Neste sentimental crescer, ao progresso da humanidade.
E ao encontro da terrena felicidade.
Caminhamos sujeitos a todas as interferências.
Mas freneticamente procuramos as nossas preferencias.
No que julgamos ser a autenticidade.
Da nossa sentimentalidade.
Mas como seres susceptíveis.
Estamos sujeitos a infindos magnetismos apetecíveis.
Que na sua desejada luminosidade.
Vão destronando a preferencia à nova realidade.
Assim, caídos, nestes raios de frivolidades.
Vamos perdendo as verdadeiras afinidades.
Num caminhar de continuo exteriorizar.
De olhares a divinizar.
Aos sentimentos que queremos conquistar.
Mas não manifestar.
Nesta sentimental duplicidade.
Vamos criando e vivendo alguma virtualidade.
Em retribuição de sentimentos fictícios.
A interesses acomodatícios
Mas cada eu, vive esta humana submissão.
Talvez porque seja a sua missão?
Ou porque ainda, não somos concludentes?
Mas sim, continuamente dependentes.
De situações e exteriores atractivos.
Ou negativos emocionais motivos.
Que vão intervindo nos nossos sentidos emotivos.
Na cadeia universal que tudo vai modificando.
Consoante o tempo o espaço vai contornando.
Assim, em sentimentos entorpecidos ou Lúcidos.
Ou sentimentalmente envaidecidos.
Sem a devida apreciação, uns vamos menosprezando.
E outros adorando.
Consoante somos atraídos
Pelos seus emanados fluidos.
Eduardo Dinis Henriques








terça-feira, 22 de junho de 2010

ACTORES DE PÉ DE BARRO

Os tempos vão correndo.
E o vento uivando.
Entre pedras e cearas.
E gentes de mil caras.
Que se fantasiam consoante a desgraça.
Que pelo mundo graça.
Cearas de cardos.
A encobrir venenosos dardos.
Cearas sem alimento.
Que a todos de valimento.
Neste mundo de infindos ratos.
Que, em políticos aparatos e contratos.
Dominam as produções.
A fantasiosas especulações.
Obrigando uns, a miserável subserviência.
E outros, lança em criminosa opulência.
Uns descalços, outros medalhados.
Mas todos, com a morte enredados.
Actores e espectadores.
Aguardam pelos mortuários corredores.
As lágrimas ou as palmas.
Que blasfemaram as suas almas.
Nas medalhas destes tempos e espaços.
Desfazem-se os humanos laços.
E na ferocidade dos ávidos falcões.
Incendeiam-se humanos vulcões.
Mas os mártires, já não se atiram aos leões.
Como já não se fazem campeões.
A morte, essa, continua a ser um espectáculo.
Onde impera o solene e o vernáculo.
Em escuras cores.
De Almas sem pudores.
Que desfeitas de qualquer humano sentimento.
Aplaudem o mortal acontecimento.
Em gargalhadas escondidas.
Por vidas traídas.
Actores de pé de barro.
De aplauso bizarro.
Em palcos de morte
A dividir a vivida sorte.
Entre flores de negras ilusões.
Mitigadas em fatídicas confusões.
Urubus sem penas.
A esgaçar em todas as cenas.
Carpideiros sem destino.
Nem humano tino.
Seres de alma e fatos acizentados.
Que nem pelas ribaltas são iluminados.
Mundo de minados.
E mal amados.
A fantasiar a realidade.
Para ocultarem a verdade.
Das actuais arenas.
De fétidas hienas.
Que em camufladas investidas.
Minam pelas sepulcrais desditas.
Dos pedintes ou dos condecorados.
Que, na mortal arena, foram integrados.
Com mais requinte ou menos requinte.
Virados para leste ou para oriente.
Com ou sem bandeira.
Cruzaram a mortal fronteira.
Eduardo Dinis Henriques









sábado, 19 de junho de 2010

EU.. LUZ.. AMOR E VIDA!

Sentimentos que amei..
Abraza-me na luz do teu olhar.
Esperança flor que nasce nas agruras
De um rochedo nú.
Como luz que na noite flutua
Espalhando seu clarão
Intenso e crú!
AH! como é suave o raio da esperança.
Quando ela em nosso ser faz cicatriz.
Quero a claridade da luz divina
Na razão obscura.

Amor, gotas de orvalho no cálice da flor
Amor, cordas da lira do meu coração.
Ilusão que desperta o pensamento absorto..
Esmorecido que traz a lágrima, ermo diamante
Este cristal solitário da dor
Cravado puro e brilhante no meu amor.

Para alguns a vida é um céu aberto.
Vida que escreve meu destino.
Eu já de olhos mortos na primavera.
Finaram-se os padrenossos do meu rosário,
Como folhas ao vento se vai..
Partida em ansia profunda e  dolorida.
Vida de outrora esplendida e audaz.
Quiz brilhar..
Quiz amar..
Quiz viver..
Para brilhar, busquei a gloria na arte..
Para amar, o eterno amor.
Para viver, carreguei a cruz do senhor.
A gloria falhou.. o amor ilusão.. vida..
Pegadas que não se apagaram..
Passos que não esqueço...

GOTA OCEÂNICA

Como sempre, amanhece!
No espaço da pequena gota, que mal se conhece!
Mas como sempre, também anoitece!
E a gota escurece!
Entre uma infinidade de luzes, que no Céu aparece.
Ao movimento do dia que não tarda a aparecer.
Em horizonte de novo merecer.
Enquanto o homem, na pequena gota, vai pelo céu navegando.
E sobre a gota, indagando?
E em ventre materno, novas gotas, vai fecundando.
Ao todo de infindas gotas, que vão crescendo.
E no universo, desaparecendo?
Consoante o tempo, o espaço vai vencendo.
Em corrente inexpugnável.
Que somente o tempo ameniza e dá navegável.
À nascente das gotas.
Que em comuns rotas.
Formam este todo oceânico.
Universalmente Messiânico.
Eduardo Dinis Henriques

quinta-feira, 17 de junho de 2010

VIDA

Até o mais esfomeado. No medo é calado. Só não vê, quem vive da morte. E da morte vai comendo. Mas os netos! Serão o próximo prato!
VIDA
Se a vida me perdoar?
Com o que eu doar???
Será que a terra, tem mais luar?
E o sol, deixa de flutuar?
Ao hipócrita manto
Do político canto.
E, se eu! Nada legar!
Quem no mundo vai pegar?
A besta doutorada?
Ou o bruto? Da política tourada.
Ou quem? Somente tem a mão enxada.
Porque a vida, na política tourada, sempre lhe foi lixada.
Mas, se a morte, não me aclamar?
Será que no Céu, me vão amar?
Por não encarrilar na brutal diapasão.
Da actual terrena política invasão.
Que, em seu lamiré de político tremor.
Em continuado roubar, nega o universal amor.
Eduardo Dinis Henriques

LUZ

LUZ
Por traz da minha mascara.
Que me serve de cara.
Quantas memórias?
Quantas passadas histórias?
A minha face espelha.
Na espelhada pele, que o tempo já engelha.
Será este currículo de minha autoria?
Ou mera imagem ilusória?
Que se vai reflectindo
E transmitindo.
No tempo, que me vai espelhando.
Consoante o espaço me vai aliando.
Sem que o meu ser, nada tenha planeado.
Imagina-se a este universal enleado.
Ser? Ou reflectida imagem?
Raio de luz em viagem?
Que as suas cores vai metamorfoseando.
Consoante as atmosferas que vai cruzando.
Mas o tempo corrói-me!
E o corpo dói-me!
Febril de imaginação.
Na rota da universal criação.
Que atravessa espessa neblina.
Em demanda de luz mais cristalina.
Eduardo Dinis Henriques





terça-feira, 15 de junho de 2010

AMOR



AMOR
Amor, que tanto poema abrilhantas.
E em rimas, tanta sensualidade cantas.
Em apaixonados fraseados.
Ao amor, gramaticalmente elaborados.
Amor, em palavras poetizadas.
Estrofes de amor em papel vinculadas.
Amor, palavra banal.
Impregnada de sentido carnal.
No correr do aparo, que pelo papel desliza.
Mas no coração não se materializa.
Nem à vida se realiza.
Somente a mente idealiza.
Como desejado instrumento.
Que se manobra sem sentimento.
Amor, crer sublime de Alma e coração.
Espirito e matéria que forma a humanização.
Em entrega sem argumentação.
Ao todo que irradiamos.
Quando realmente amamos.
E com caricias ou olhares
Magnetizamos os nossos pares.
E o espaço nos alarga até ao firmamento.
A transbordar de excelso encantamento.
Ou contentes, no pouco que nos resta.
Ainda festejamos em alegre festa.
O magnetismo que espontaneamente se manifesta.
Amor, que a todos devia nascer.
E para o sempre florescer.
Em continuada realidade.
De benfazeja espontaneidade.
Mas tu! Na estrada deitado.
Restas enjeitado.
Sem que o amor, te dê um braço.
A envolver-te em carinhoso abraço.
Perdeste o magnetismo.
E ninguém quer cair no teu abismo.
Nesse amor sem deslumbramento.
E fazer parte do teu humano lamento.
Que a nenhum coração dá chamamento.
Filho! Que nasceste destronado.
No infantário abandonado.
Por miserável ordenado.
Ou por desejo vocacional.
Em seguir o trilho profissional.
Que amor sentiste?
Quando sem os braços da mãe te viste triste.
Amor, a desfazer o mundo com os filhos de infantário.
Na força do vivido fadário.
Meu Deus! Quanto amor vertido em infantil calvário.
Quanto amor em lágrimas.
E impresso em rimas.
Em sonhados desejos.
Dos nunca sentidos beijos.
Crianças a chorar em braços estranhos.
Sem maternos afagos e agasalhos.
Que amor pode tem essa criança?
E o mundo, que esperança?
Quando é a própria casa que não se respeita.
E a família se enjeita.
No correr a que as necessidades nos sujeita.
Neste viver de mães e filhos sem berço.
Sem mesa de amor a rezado terço.
Amor, que o filho não embala.
Cria uma humana bala.
Pronta a servir em qualquer guerra.
Por falta do sentir de casa e terra.
Amor, que tanto sangue derrama.
Porque o povo não se ama.
Mas passa a vida com o amor na escrita.
Que em banal fraseado o amor grita.
Em rascunhos de beijos e sensualidade.
Como se o amor fosse uma gramática de fecundidade.
Um aparo de ilusórias confissões.
E metamorfoseadas gramaticais expressões.
Sem amor ao todo que se vislumbra.
Tanto na luz, como na sombra.
Amor, em sonhos de véus finos.
E excitantes hinos.
Meras frases ao passado ou futuro pretendido.
Letras de sentido perdido.
Quando deviam ser palavras.
A humanitárias obras.
Que pelo todo se estendessem
E ao todo se oferecessem
Com amor verdadeiro
À construção de um mudo mais companheiro.
Mais humanizado e amado.
Sem tanto sangue derramado.
Eduardo Dinis Henriques




domingo, 13 de junho de 2010

EU!

                                                                       
Medito silenciosamente contemplando o entardecer,
Meu corpo se transforma em um violino
Sendo tocado pelos dedos do vento.
Enquanto a noite desce com seu sombrio manto,
Conto as estrelas,sonho e me banho de luar.
Colho flores de todas as cores.
Pra enfeitar o dia que começa a raiar..
Meu eu! esse é meu jeito de amar..
Sei que o mundo é misérrimo e enfadonho..
O meu pranto é contido,
Em vez de molhar os olhos,
Molha o coração.
Percebo o desfilar do tempo amargo e lento
Aceito do destino o julgamento
Castigo que faz o meu peito cativo.
E meus versos implorativo.
Mas são eles a luz da minha escuridão..
Alento da minha solidão....

terça-feira, 8 de junho de 2010

EU

EU

Céu, mar e terra.
Homem e guerra.
Que sem saber porque berra.
E o seu corpo. Na terra enterra.
A outro tempo, que será um instante.
Do pulsar constante.
Ao espaço que sempre se vai aproximando.
E na expansão do tempo formando.
Na física da cósmica prevalência.
Que entre gelo e fogo vai criando a sua valência.
Neste todo de vidas transitórias.
E migratórias.
Na corporal dissolução a nova construção.
E permanente organização.
Na valência do caudal de corrente interminável.
Que da morte e do nascer de forma admirável.
Se vai expandindo pelo universo ininterruptamente.
No tempo, que forma sempre um espaço expectante.
Às reminiscências.
Das passadas existências.
Sobrevivências dos gelos que se liquidificam.
Em águas que novos rumos purificam.
E pelo caminho do tempo, muitos fogos vão apagando.
E novos paraísos edificando.
Neste todo de astrais flutuações.
E concepções.
E muitas ilusões.
Entre constantes explosões.
Criadas pela revolução.
Da universal evolução.
Celestiais sinfonias audíveis.
E visíveis.
Possível admoestação
A quem ruma sem universal contemplação.
Sol, nuvens e vento.
Sempre em movimento.
Neste todo em crescimento.
Que deu ao meu Eu. A existência.
Sem a dadiva da transparência.
Do porquê do meu nascimento?
Ao todo do universal envolvimento?
Brotar distante ao saber da procedência.
Mas sempre em universal dependência.
Eu, a crescer embalado por suposições.
Eu, amedrontado com superstições.
Entre a luz e a sombra.
Mas sem nunca atravessar a penumbra.
Que ilumina-se o meu Eu, num raiar de claridade.
No saber de alguma universal verdade.
Eu, sem domínio de nenhum elemento.
Que o alargue pelos confins do estrelado firmamento.
Adquirindo universal sentimento.
Em votivos pensamentos.
De universal concordância.
No todo de indizível cadência.
Que vai permitindo a formação
De mundos e formas dadas a mais criação.
Na plausibilidade
Da cósmica mobilidade e maternidade.
Premissa, que vai gerando a fertilidade.
Consoante o tempo se vai abrindo no espaço da idade.
E a idade, se vai espargindo.
Pelo todo que o tempo vai atingindo.
Deixando as matérias fosseis de outros tempos decorridos.
Por espaços percorridos.
A mostrar alguns geológicos períodos, de passados patamares.
Abertos na força de tormentosos mares.
E purificantes fogos incandescentes.
Que vão queimando gases remanescentes.
Mistério indefinido e indiscritível.
Na lucidez do meu Eu, temível. Mas apetecível.
E à consciência do meu Eu, de inatingível interpretação.
Na força da consequente universal obliteração.
Dos universais canais aos grilhões temporais.
E nas formas corporais.
Que não comportam ainda as inimagináveis instituições.
Às universais consciencializações.
Entre as portas dos vazios espaços das premonições.
Que em universal sugestionabilidade.
Conferem a disponibilidade.
De cada Eu, se ir dissolvendo.
E libertando.
Da terrena personalidade.
E entrar na forma da universalidade.
Sem a necessidade de veículos caóticos.
Que sem canais práticos.
Só nos elevam no espaço da nossa habitabilidade.
E física velocidade.
E assim, vamos ficando enclausurados.
No ainda irresoluto dos nossos pecados.
Negados à vitória de distâncias.
À entrega das chaves das universais concordâncias.
Neste todo de meditação
Que me dá alguma premonição da universal formação.
Resto Eu, em pedra sentado, a olhar o mar ondulado.
E o Céu estrelado.
Que ao todo vai cintilando.
E o seu espaço iluminando.
Enquanto vou largando as terrenas trivialidades.
E me acerco das universais realidades.
Mas pouco me elevo, para além do meu patamar.
Das correntes do meu mar.
Sem atingir o todo da universal musicalidade.
Da leveza da espiritualidade.
Por mais que o meu Eu, seja implorativo.
Ainda resto do pecado cativo.
Do castigo indubitável.
Que cada Eu, ainda de forma inegável.
Conserva das reminiscências de anterior paraíso.
Como secular aviso.
Às tentações dos falsos endeusamentos.
Desvirtuados das impulsões dos universais ensinamentos.
Às petulâncias e ganâncias desmesuradas.
Por rotas de falsas encruzilhadas.
Aos lúbricos excessos.
E mais manifestos devassos.
Eu, premonitório.
De eu todo mais meritório.
Na continuidade da evolucional expansibilidade
Do universo e da Alma da humanidade.
Eduardo Dinis Henriques













domingo, 6 de junho de 2010

BRASIL

Mural BRASIL feito com moedas brasileiras e portuguesas.

Brasil tela de Deus ao mundo
B rasil em ti
R evigoro meu ser
A curo meus sentidos
S aboreando desperto
I dílicos sonhos
L aureados de beleza e cor

T errestre paraíso
E rguido à meditação
L inimento espiritual
A lforria de vida

D ivina dadiva
E rguida na terra como espelho do Céu

D eus por ti passeia
E nfeitiçado com o edificado
U niverso Brasileiro
S antificado para sempre

A berto ao mundo inteiro serás Brasil
O riflama natural de amor riqueza e união

M anancial universal
U nes raças e credos
N ação Por Deus abençoada
D everás ser sempre
O rgulhosamente Brasil

Eduardo Henriques

A FORÇA É DIVINA


A FORÇA É DIVINA

Em ondas brancas e mareantes.
Que no longínquo se formam ondulantes
A convidar os navegantes.
Zarpam os lusitanos argonautas.
Ao som de melodiosas flautas.
No azul do Céu, os anjos.
E todos os arcanjos.
Vigiam as caravelas
Com a Cruz de Cristo em suas velas.
E mais alto, no azul das Divindades.
As Celestiais Santidades.
Abençoam o Luso empreendimento.
De dar do mundo cabal conhecimento.
Homens, velas e os elementos.
Quantos tormentos.
Cerúleo de azul calmaria.
Ó Virgem Maria.
Sopra à vela alguma ventania.
Que a bom rumo seja capitania.
Céu de argênteo tenebroso.
Mar alteroso.
Mas no topo da mastreação
Que irá alargar a Lusa Nação.
Formas Divinas continuam em aclamação.
Ajudando e apoiando a Lusa navegação.
Assim, as Lusas caravelas sulcam os mares.
Na construção de dar ao mundo melhores altares.

Eduardo Dinis Henriques

EU

EU
De algum lugar do passado.
Esperado no tempo da criação.
Para na vida, ser de novo ingressado.
A continuar a universal formação.
Assim, o meu Eu, aparece em matéria terrena.
Neste todo de força eterna.
Eu, feito a olhar os Céus.
Mas quantos são os véus?
Que me escondem as estrelas.
Por mais procissões de velas.
Que em oferendas. Os eus, queimem.
E com orações o éter animem.
Continua o meu Eu, no meio deste hercúleo.
A olhar o inatingível cerúleo.
Eu, que na Cruz, o sangue derramou.
Pelos eus que amou.
Neste mundo de suplícios
E terrenos vícios.
Que vão cortando as assas aos voos da compreensão.
E fomentam a humana tensão.
Que faz levar a espada à mão.
E a morte ao irmão.
Eu, em corpo de sangue.
De olhar sorridente ou langue.
Conforme a luz que o sustenta.
Ou as trevas que o tenta.
No todo da humana confusão.
E da vivida ilusão.
Eduardo Dinis Henriques




A Pestilência que exala da terra já é morte


Já negro é o Cerúleo. E as primaveras, já não nos festejam com o esvoaçar das andorinhas. Somente se vislumbram Urubus. A estraçalhar as ossadas que restam pelo planeta. Como trágica recordação das macabras planetárias políticas. Dos mares, já não nos vem o perfume da maresia. Mas sim o pestilento odor do petróleo. E os elementos da atmosfera. Alteram-se nos gases da pestilência que exala da terra.

Entre assustados morcegos e vampiros.
Com o ruído dos bombásticos tiros
Das fraudulentas especulações.
Conluiadas com as mundiais administrações.
À porta de um cemitério.
A rezar ao universal mistério.
Vi sentado um parlamento.
Que por não ter valimento.
Entre os vivos do terreno planeta.
Já sonha com o halley cometa.
Para imporem aos mortos a república
Da paralisia pública.
A este todo fantasmagórico
E da morte alegórico.
Em orgias nocturnas.
Abrem-se as urnas.
Riem as carpideiras.
Dançam as caveiras.
Ao som dos políticos abutres.
Que como cadáveres ilustres.
Já se vêem entre a mortandade
A prometerem mais saúde e prosperidade.
Assustados com os cadavéricos guinchos.
Pião os mochos.
Enquanto esvoaçam as corujas
Sobre os políticos intrujas.
Que empestam com odores sulfurosos
E politicamente venenosos.
Toda a planetária existência.
Assassinando assim, a terrena sobrevivência.
Nesta terra de esperança.
Que por falta de liderança.
E política ignorância.
Conluiada com a política ganância.
Se vê transformada em câmara mortuária.
Em fantasmagórica necrópole planetária.
Eduardo Dinis Henriques








O REAL


O real não existe?
Mas o tempo persiste!
E a vontade de ir ao sanitário
É movimento involuntário
De uma força de existência.
Que, em máquina, não sofredora de incontinência.
Procura o banheiro.
O buraco derradeiro.
Que o livre da existência do excremento.
Entre o seu sexual elemento.
Entre os pistões e cilindros
E mais palpáveis meandros.
Reprodutores de corpóreas maquinarias.
Que em véus de teias imaginárias.
Se vão oleando nas filosóficas humanas ciências.
Consoante o económico das suas abrangências.
Porque na realidade.
Nesta existência a óleos de tanta diversidade.
Ciências humanas, é simples filosófica cadeira.
Que se vai mecanizando na filosófica caganeira.
Que sem papel, que aguente tamanha diarreia.
Se perde na existencial teia.
Na contingência de se ver borrado.
De encarar o real, de cuja existência. Não se pode ver gorado.
E na realidade do susto, bloqueada a memória.
Perde-se o portal da história.
Que abriria o conhecimento de mais elementos.
De sólidos e líquidos, que nos podem fazer viver tormentos.
Ou lavar-nos de percalços existenciais.
Nesta existência de infindas filosofias circunstanciais.
Eduardo Dinis Henriques










sábado, 22 de maio de 2010

EU!

                                                                        
A vida é um rio com diversos braços.
Limpídos, turvos..
Outros extensos com praias murmurosas.
De verdes e tenras alegrias.
Terra de flores marginando o leito.
De águas claras e mansas
E por enchentes de aflições deslizam
As águas que vão ter no coração.
Vazantes de ilusões e esperança.
Deserto de solidões estranhas
Rugindo encachoeirado, pelas matas,
Salta penhascos e cascatas..
Dasagua, a espumar no íntimo d'alma.
OH! meu eu..pudera no meu verso,
Desfiar o rosario do meu pranto
Regar os campos mais risonhos.
Mas ai!! não cessa o soluçar das águas.
Desliza a fonte murmurar sonora.
Confunde-me a transparencia e a suavidade.
Pelas curvas desse rio,.o curso da saudade.
E a tristeza risonha da ternura...