domingo, 18 de julho de 2010

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sábado, 17 de julho de 2010

TELA UNIVERSAL


Espelhado em minha íris.
No Céu brilha o arco íris.
Em cores cristalinas.
Pintadas nas atmosféricas neblinas.
Em tons de universais misturas.
A pressagiar terrenas venturas.
Cores pintadas ao mundo.
A sobressair da universal tela de azul profundo.
Que envolve o planeta
Com a sua colorida paleta.
Colorido de fogo e criação.
Sempre em universal transformação.
Neste todo de escuridão e luminosidade.
E de pictórica diversidade.
Cores de celestiais asas.
A esvoaçar sobre as terrenas brasas.
Que nos sinais dos tempos e movimentos.
De todos os universais elementos.
Das terrenas entranhas vão brotando.
E o horizonte pintando.
Com cores fantasmagóricas.
Que em formas deslumbrantes e pictóricas.
Às cores do arco íris se vão juntando.
E formando a universal tela que vão decorando.
Para encanto do meu olhar.
Que se abre ao colorido do universal partilhar.
Eduardo Dinis Henriques







EU


O meu Eu, ao todo envolvido.
Continua o universalmente vivido.
Neste corpo de Eus, universalmente conseguido.
Mas sempre, pelo tempo perseguido.
Sigo com o tempo concorrendo.
Enquanto a vida vou perdendo.
Neste andar de tempo infindo.
Que sem meta vou medindo.
No muito do tempo que há para viver.
E com o todo conviver.
Eu, entregue a este pouco tempo de vida.
Que nesta forma me é servida.
A partir da minha entrada.
Nesta terrena morada?
De Eus, paraíso e cemitério?
Em corpo de universal mistério.
Eu, a fazer vida neste todo perdido.
Caminho ao meu todo decidido.
Por entre as cósmicas neblinas.
Que, com o tempo, vão-se abrindo como universais cortinas.
Mas deixando o meu Eu, sempre na antecâmara da verdade.
A divagar com a realidade.
Da do meu Eu, existência e finalidade?
Ao todo da universalidade.
Eu pensador?
De corpo e espiritualidade ao criador?
Indago os Céus.
Envolto em cristalinos véus.
À procura do Deus.
Criador de todos os Eus?
E maravilhado com o estrelado.
Como se o meu Eu, fosse um ser alado.
Cruzo todos os horizontes.
De mares e montes.
Em celestial levitação.
Muito para além da mais fértil imaginação.
Mas mesmo assim, livremente voando.
E do alto, olhando o mundo, que se vai formando.
O tempo, não consigo vencer.
Por mais elástico que seja o meu querer compreender.
E pelo todo empreender.
O meu Eu, ainda vive o terreno temporário pertencer.
A sugar os pecados do terreno umbilical cordão.
E agarrado aos medos do inferno a orar por universal perdão.
Eduardo Dinis Henriques









sexta-feira, 16 de julho de 2010

EU


Para cá, e para lá. Na corda da vida.
Que me é devida?
O meu Eu, segue.
O caminho que consegue?
Ou os passos do meu Eu, são forçados?
Aos trilhos ao meu Eu, à muito traçados?
Se o meu Eu, é destino acorrentado?
Sou um Eu, a gastar tempo, sem ao espaço ser prestado.
Pois o mesmo, já foi em tempo passado.
Delineado e pensado.
Para mais tarde, no tempo, ser largado.
E ao seu trilho obrigado.
Assim, sou Eu, um corpo de Eu, pelo tempo consumido.
Sem que a vida tenha assumido.
Nesta viagem de sentidos à muito afligidos.
E em determinado espaço do trajecto fingidos.
Alguns em tela gravados.
Restam num espelhar do universo, aos Eus arquivados.
Que de fingimento em fingimento.
Em recordação ao transato momento.
O de à muito planeado, vão revivendo.
Enquanto o tempo, os Eus, vai renovando.
Ao universal carrossel de marionetas.
Seguras nas universais correntes a traçadas metas.
Meu Eu, a horizontes idealizados.
Mas que à muito, foram cruzados.
Por quem me lançou nesta aventura.
De conjunta universal ventura.
Eduardo Dinis Henriques















quinta-feira, 15 de julho de 2010

SAUDADES!

EU! de saudades..
Camuflado no colorido das folhas.
Perdido numa saudade
Mais fria e lívida que a lua.
Mais profunda que a noite.
Que faz a alma docemente doente..

EU! com saudades..
A vida tornou-se um eco
As tardes se arrastam silenciosas.
Despira-o inverno rude e impiedoso
E a ventania em fúnebre lamento.

Sinto o último raio de sol,
O último instante foi de saudade,
De mim.. de ti..
A densa saudade em algum lugar
Em mim é fonte, líquido
Que ficará eternamente
Por detrás da lágrima invisível..

Surge no longínquo horizonte
As primeiras pinceladas  rubras do sol poente.
Que definem a imagens de altas motanhas..
E serenos morros
Onde o vento conduz minha história.
Distantes e inquietas as ondas do mar
Beija a areia semi-adormecida,
Apagando.. pegadas..
Que já não são as minhas..
Janildes..

domingo, 11 de julho de 2010

ILUMINA-ME!

Illumina-me prara que eu me reconheça.
Antes que meu corpo se vista
Da definitiva treva
Surgi Oh luz! No seio do dia
Ou no grito da noite..
Cubra-me com o pó das estrelas.
Vou deixar minhas flores
Não viverei mais com minhas dores..
Mas partirei sem saudades..
Sem levar minhas verdades.
Porem meus pensamentos serão mais puros.
Serei quietitude e silêncio eterno.
Desnudarei diante de mim mesmo
Meu proprio universo.
Minha essência não ficará mais
Entre o bem e o mal.
Pelos caminhos deste meu olhar.
Não serei abençoada com chuva de cores..
No horizonte verde da campina
Meu corpo repousará  friamente.
Com um manto de pedras.
 Não mais sentirei o frio
Da terra fecunda de vida
Nem o  peso das pedras.
Pois meu fardo será leve.
 Janildes.

terça-feira, 29 de junho de 2010

SENTIMENTOS


Sentimentos, raízes que se vão criando.
Consoante a vida se nos vai mostrando.
No ninho que nos vai alimentando.
E desfiando-nos miríadas de Céus, que nos vão maravilhando.
E fazendo sonhar com o Céu do nosso encantamento.
No propósito do nosso sentimento.
Num todo de conflitos emocionais.
Que vão cimentando laços sentimentais.
Que nos vão irmanando.
E à vida formando.
Mas sempre à porta de sentidos renovados.
Que a cada tempo, de encontros, nos são revelados.
E guardados no coração.
Em constante apreciação.
A celebrações.
De diferenciadas emoções.
Assim, chorando e rindo.
Ao mundo, os sonhos vamos abrindo.
Entre sentidas comoções.
E alegres aclamações.
Em crescer que nos vai enraizando outros sentidos.
E vinculando os já adquiridos.
Vamos imanando novos magnetismos.
De diferentes sentimentalismos.
Que por toda a vida se vão manifestando.
Consoante o mundo vamos olhando
E a humanidade admirando.
Na adquirida maturidade.
Que vamos abrangendo com a idade.
Em constante emocional retribuição.
E sentimental aferição.
Neste sentimental crescer, ao progresso da humanidade.
E ao encontro da terrena felicidade.
Caminhamos sujeitos a todas as interferências.
Mas freneticamente procuramos as nossas preferencias.
No que julgamos ser a autenticidade.
Da nossa sentimentalidade.
Mas como seres susceptíveis.
Estamos sujeitos a infindos magnetismos apetecíveis.
Que na sua desejada luminosidade.
Vão destronando a preferencia à nova realidade.
Assim, caídos, nestes raios de frivolidades.
Vamos perdendo as verdadeiras afinidades.
Num caminhar de continuo exteriorizar.
De olhares a divinizar.
Aos sentimentos que queremos conquistar.
Mas não manifestar.
Nesta sentimental duplicidade.
Vamos criando e vivendo alguma virtualidade.
Em retribuição de sentimentos fictícios.
A interesses acomodatícios
Mas cada eu, vive esta humana submissão.
Talvez porque seja a sua missão?
Ou porque ainda, não somos concludentes?
Mas sim, continuamente dependentes.
De situações e exteriores atractivos.
Ou negativos emocionais motivos.
Que vão intervindo nos nossos sentidos emotivos.
Na cadeia universal que tudo vai modificando.
Consoante o tempo o espaço vai contornando.
Assim, em sentimentos entorpecidos ou Lúcidos.
Ou sentimentalmente envaidecidos.
Sem a devida apreciação, uns vamos menosprezando.
E outros adorando.
Consoante somos atraídos
Pelos seus emanados fluidos.
Eduardo Dinis Henriques








terça-feira, 22 de junho de 2010

ACTORES DE PÉ DE BARRO

Os tempos vão correndo.
E o vento uivando.
Entre pedras e cearas.
E gentes de mil caras.
Que se fantasiam consoante a desgraça.
Que pelo mundo graça.
Cearas de cardos.
A encobrir venenosos dardos.
Cearas sem alimento.
Que a todos de valimento.
Neste mundo de infindos ratos.
Que, em políticos aparatos e contratos.
Dominam as produções.
A fantasiosas especulações.
Obrigando uns, a miserável subserviência.
E outros, lança em criminosa opulência.
Uns descalços, outros medalhados.
Mas todos, com a morte enredados.
Actores e espectadores.
Aguardam pelos mortuários corredores.
As lágrimas ou as palmas.
Que blasfemaram as suas almas.
Nas medalhas destes tempos e espaços.
Desfazem-se os humanos laços.
E na ferocidade dos ávidos falcões.
Incendeiam-se humanos vulcões.
Mas os mártires, já não se atiram aos leões.
Como já não se fazem campeões.
A morte, essa, continua a ser um espectáculo.
Onde impera o solene e o vernáculo.
Em escuras cores.
De Almas sem pudores.
Que desfeitas de qualquer humano sentimento.
Aplaudem o mortal acontecimento.
Em gargalhadas escondidas.
Por vidas traídas.
Actores de pé de barro.
De aplauso bizarro.
Em palcos de morte
A dividir a vivida sorte.
Entre flores de negras ilusões.
Mitigadas em fatídicas confusões.
Urubus sem penas.
A esgaçar em todas as cenas.
Carpideiros sem destino.
Nem humano tino.
Seres de alma e fatos acizentados.
Que nem pelas ribaltas são iluminados.
Mundo de minados.
E mal amados.
A fantasiar a realidade.
Para ocultarem a verdade.
Das actuais arenas.
De fétidas hienas.
Que em camufladas investidas.
Minam pelas sepulcrais desditas.
Dos pedintes ou dos condecorados.
Que, na mortal arena, foram integrados.
Com mais requinte ou menos requinte.
Virados para leste ou para oriente.
Com ou sem bandeira.
Cruzaram a mortal fronteira.
Eduardo Dinis Henriques









sábado, 19 de junho de 2010

EU.. LUZ.. AMOR E VIDA!

Sentimentos que amei..
Abraza-me na luz do teu olhar.
Esperança flor que nasce nas agruras
De um rochedo nú.
Como luz que na noite flutua
Espalhando seu clarão
Intenso e crú!
AH! como é suave o raio da esperança.
Quando ela em nosso ser faz cicatriz.
Quero a claridade da luz divina
Na razão obscura.

Amor, gotas de orvalho no cálice da flor
Amor, cordas da lira do meu coração.
Ilusão que desperta o pensamento absorto..
Esmorecido que traz a lágrima, ermo diamante
Este cristal solitário da dor
Cravado puro e brilhante no meu amor.

Para alguns a vida é um céu aberto.
Vida que escreve meu destino.
Eu já de olhos mortos na primavera.
Finaram-se os padrenossos do meu rosário,
Como folhas ao vento se vai..
Partida em ansia profunda e  dolorida.
Vida de outrora esplendida e audaz.
Quiz brilhar..
Quiz amar..
Quiz viver..
Para brilhar, busquei a gloria na arte..
Para amar, o eterno amor.
Para viver, carreguei a cruz do senhor.
A gloria falhou.. o amor ilusão.. vida..
Pegadas que não se apagaram..
Passos que não esqueço...