domingo, 6 de junho de 2010

O REAL


O real não existe?
Mas o tempo persiste!
E a vontade de ir ao sanitário
É movimento involuntário
De uma força de existência.
Que, em máquina, não sofredora de incontinência.
Procura o banheiro.
O buraco derradeiro.
Que o livre da existência do excremento.
Entre o seu sexual elemento.
Entre os pistões e cilindros
E mais palpáveis meandros.
Reprodutores de corpóreas maquinarias.
Que em véus de teias imaginárias.
Se vão oleando nas filosóficas humanas ciências.
Consoante o económico das suas abrangências.
Porque na realidade.
Nesta existência a óleos de tanta diversidade.
Ciências humanas, é simples filosófica cadeira.
Que se vai mecanizando na filosófica caganeira.
Que sem papel, que aguente tamanha diarreia.
Se perde na existencial teia.
Na contingência de se ver borrado.
De encarar o real, de cuja existência. Não se pode ver gorado.
E na realidade do susto, bloqueada a memória.
Perde-se o portal da história.
Que abriria o conhecimento de mais elementos.
De sólidos e líquidos, que nos podem fazer viver tormentos.
Ou lavar-nos de percalços existenciais.
Nesta existência de infindas filosofias circunstanciais.
Eduardo Dinis Henriques










sábado, 22 de maio de 2010

EU!

                                                                        
A vida é um rio com diversos braços.
Limpídos, turvos..
Outros extensos com praias murmurosas.
De verdes e tenras alegrias.
Terra de flores marginando o leito.
De águas claras e mansas
E por enchentes de aflições deslizam
As águas que vão ter no coração.
Vazantes de ilusões e esperança.
Deserto de solidões estranhas
Rugindo encachoeirado, pelas matas,
Salta penhascos e cascatas..
Dasagua, a espumar no íntimo d'alma.
OH! meu eu..pudera no meu verso,
Desfiar o rosario do meu pranto
Regar os campos mais risonhos.
Mas ai!! não cessa o soluçar das águas.
Desliza a fonte murmurar sonora.
Confunde-me a transparencia e a suavidade.
Pelas curvas desse rio,.o curso da saudade.
E a tristeza risonha da ternura...